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Amor de mãe

Você sabe bem como é a história. Já deve tê-la escutado pelo menos um milhão de vezes. Sendo que 500 mil foram depois que você engravidou. De que amor de mãe é puro, incondicional, indestrutível, arrebatador., que nasce imediatamente assim que a mãe descobre que tem um filho na barriga Mas você se descobriu grávida e percebeu que as coisas não são exatamente como dizem por aí. Pelo menos não com você. Na verdade, pode ser que você tenha ficado tão surpresa e confusa com a gravidez que nem conseguiu sentir aquele “êxtase” do qual tanto ouviu falar. Ou talvez você tenha passado a gravidez toda tão estressada com alguma situação, que só o que conseguiu sentir foi culpa por não estar amando o seu filho e conversando com ele, como todos acham que você deveria estar.

Não há porquê se culpar. Apesar de toda a falação que existe sobre o assunto, nem todas as mulheres sentem paixão imediata pelo filho que carregam. Mesmo aquelas que planejaram cada detalhe da gravidez. As vezes tudo é tão surreal que você se pergunta se está mesmo com um bebê na barriga. Racionalmente você sabe que ele está lá, mas emocionalmente ainda não. E, eu, particularmente, sempre fui muito desconfiada com esse tal de “todo mundo tem que”. Como se todas as pessoas fossem exatamente iguais, em tudo o que existe.

E aí seu filho nasceu. E você caiu de amores por ele assim que o viu e, durante as primeiras semanas de vida, sabia que daria toda a sua vida pra ele imediatamente, sem pestanejar. Será? Do mesmo modo que durante a gravidez nem todas as mulheres sentem do mesmo modo, quando o bebê nasce nem todas são capazes de sentir essa “paixão á primeira vista”. Podemos pensar assim: você e seu filho são completos estranhos , que estão se vendo pela primeira vez e aprendendo a conviver um com o outro. Não estou falando do instinto materno e sim daquele amor arrebatador e incondicional, aquele que todo mundo insiste em dizer que toda mãe deve sentir. E quando isso acontece com uma mãe solteira, tem ainda mais um agravante: muitas vezes ela não tem com quem dividir a responsabilidade pelos erros e acertos ao lidar com o filho, mesmo nas pequenas decisões, como saber se aquele choro já durou tempo demais e é hora de levar ao pediatra. Ou ainda não. Cada decisão é somente dela e isso cria um peso imenso! Então, a cada erro ela pode se sentir ainda mais culpada. Sorte que, do mesmo modo, cada acerto a torna mais aliviada e feliz.

Se você está passando por isso, fique tranquila e não se culpe tanto. Porque as as semanas vão passando, os meses e anos também. E, de repente, você passa a saber tudo o que seu filho quer ou sente, mesmo que ele ainda não saiba vocalizar nem uma silabazinha sequer. Ele aprende a sorrir quanto te vê e para de chorar no seu colo. Você saberá suas preferências alimentares, seus brinquedos favoritos e em que posição ele gosta de dormir. Saberá se ele está com fome, com a fralda cheia ou entediado apenas pelo tipo do choro. E , em algum momento, vai olhar pra ele e se perguntar quando foi que você começou a amar tanto aquele pequeno ser. Pronto! A tão famosa ligação afetiva está pronta e irá crescer cada vez mais

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Um comentário em “Amor de mãe

  1. O que você escreveu demostra a sua grande sensibilidade e inteligência emocional, alem de grande maturidade, ainda mais pela idade que vc tem. Parabens pelo seu esforço e a sua determinação..

Deus projetou no homem a sua semelhança, sabedoria e emoção. Para ser um homem para DEUS é agir com a razão e não com a emoção, consiliar e razao com a emoção sem interferir em tuas atitudes,.

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